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Paraíba tem quase 72 doutores para cada cem mil habitantes, diz pesquisa

A Paraíba tem uma taxa de 73,91 pessoas com título de doutorado para cada cem mil habitantes. O dado coloca o estado na liderança do ranking do Nordeste traçado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos com base na plataforma do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O levantamento é referente a dezembro de 2013. Em números absolutos, o estado fica em terceiro na região com 2.784 doutores. Os números deixam o estado atrás apenas da Bahia (4.154) e de Pernambuco (3.580).

As áreas de maior concentração de doutores em atividades de pesquisa e ensino na Paraíba são as mesorregiões do Agreste e a Mata. A maior taxa foi registrada na Mata Paraíba, com 122,06 doutores por cem mil habitantes, seguida pelo Agreste, com 87,19. Em números absolutos, a região da Mata, em que está inserida João Pessoa, conta com 1.699 doutores, seguido por 1.058 no Agreste, que abrange a cidade de Campina Grande. As áreas de maior concentração de doutores foram Ciências Agrárias, Ciências Exatas e da Terra e Ciências da Saúde.

Entre os 1.699 doutores paraibanos, a professora universitária Diracy Vieira conta que o doutorado foi uma consequência natural após o mestrado. O curso serviu como um desafio e aprofundamento dos conhecimentos. Ela conta que quando terminou o mestrado foi para sala de aula, "o que exige um esforço mental intenso". "Pouco tempo depois percebi que o professor precisa atualizar conhecimento o tempo todo. Diante das minhas expectativas de aprofundar mais conhecimentos e potencializar o currículo, seguir para o doutorado foi um caminho natural. É um caminho sem volta para as descobertas do conhecimento”, reforçou. Atualmente, ela se desdobra nos sete dias da semana para estar à frente da coordenação de um curso superior em faculdade privada na capital e lecionar em cursos de graduação e coordenar o grupo Doutores Sorriso, voltado para pesquisa e iniciação científica, em outra faculdadade em Patos, no Sertão da Paraíba, a 321km da capital.

"Poder conciliar sala de aula com esse projeto de pesquisa me dá uma imensa alegria. A discussão e defesa da humanização na saúde me deixa imensamente recompensada quando percebo que com base em minha formação estou ajudando na formação dos futuros profissionais que vão cuidar de vidas", enfatizou.

Para quem está com o doutorado em curso, como é o caso do estudante Jurani Oliveira Clementino, os dados relevam que a tendência é a de competição cada vez maior entre as pessoas com titulações de mestres e doutores. Quando migrou do Sul do Ceará para a cidade de Campina Grande, em 2001, o estudante Jurani Oliveira Clementino não imaginava que onze anos mais tarde pesquisaria a migração de nordestinos para São Bernardo dos Campos.

Jurani é estudante do doutorado em Ciências Sociais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e um exemplo do que faz com que a região do Agreste e a Mata paraibanas sejam responsáveis por abrigar estudantes de outros estados. “Vim para fazer gradução, mas acabei e fiz especialização, mestrado e desde 2012 estou no doutorado”, frisou.

A distância entre a cidade de Várzea Alegre e Campina Grande, segundo Jurani, é muito parecida com a que divide a cidade de origem do estudante e Fortaleza, no Ceará. A distância citada pelo estudante é de aproximadamente 440km. “Na época que vim era muito diferente saber as notas e rendimentos das universidades. Hoje é mais fácil e rápido. Levei em consideração a tradição do curso e por saber que ele formou muita gente boa da minha área que estava no mercado", justifica.

Ranking regional
Quando analisa as regiões do país, o levantamento mostra que o Nordeste fica em penúltimo lugar, atrás apenas da área Norte do país, onde estão 8.873. A primeira colocada no ranking é a região Sudeste, com 55.364 doutores, seguido pela Sul, com 21.757, e a Centro-Oeste, com 9.397.

O levantamento feito pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos revelou no mestrado a mesma tendência identificada no doutorado: a maior concentração de mestres na Mata e Agreste paraibanos. Os mestres elevaram a taxa para 82,91 por cada mil habitantes apenas na Mata Paraibana e outros 58,35 também para cada mil habitantes no Agreste.

G1

Por: Ivan Filmagem
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