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Bebê que ficou quatro dias sozinha em casa após morte de avó está com a mãe

Dos quatro dias em que ficou sozinha, ao lado do corpo da avó, no Itapoã, Nikolly Maria Landim Santana, 8 meses, guarda o medo de ficar longe dos braços da mãe, a empregada doméstica Débora Landim Santana, 19 anos. A duração de um banho é tempo suficiente para que o bebê chore e exija o conforto materno. Mas o apego após o trauma é a menor das consequências que a menina poderia ter sofrido por ter ficado sem assistência nem comida, entre 18 e 22 de dezembro. Para sobreviver, ela comeu pedaços da fralda e as próprias fezes. Apesar disso, não desenvolveu quadro algum de infecção ou complicações gástricas. A menina estava sob os cuidados da avó, Luzineide Paes Landim, 46 anos, que morreu no dia 18, enquanto Débora trabalhava (veja Linha do tempo). Acredita-se que a morte tenha sido por causas naturais.

A mãe de Nikolly morava no Jardim Ingá, em Luziânia, e, uma vez por semana, vinha ao Distrito Federal para encontrar a mãe e a filha. Todos os dias, falava com Luzineide por telefone, pela manhã e à noite. “Na manhã daquela sexta-feira, perguntei se as duas estavam bem. A minha mãe disse que sim. À tarde, liguei novamente, e ela não atendeu”, conta. No dia seguinte, a jovem foi à casa de Luzineide. Tocou a campainha e ninguém veio à porta. Débora imaginou que teria ocorrido mais um desencontro. “Liguei e, de novo, o celular não atendeu. Passei na casa da minha tia, deixei o dinheiro para que ela entregasse à minha mãe”, conta. Foram diversas tentativas de contato, por ligação e interfone. “No domingo, o celular caiu na caixa. Acho que foi quando a bateria acabou”, explica Débora.


No quarto dia em que Luzineide não respondeu às tentativas de contato, Débora foi à casa da mãe com um chaveiro. “Quando ele abriu a porta, veio um cheiro muito forte. Ali, eu me desesperei. Fiquei sem chão, pensei que as duas estavam mortas. Não quis nem entrar em casa”, conta a jovem. O chaveiro entrou na residência e encontrou as duas no quarto, deitadas. Luzineide estava na cama, Nikolly, no chão. De tão debilitada, Nikolly nem sequer reagiu quando o homem chegou ao quarto. “Somente quando o socorrista do Corpo de Bombeiros entrou, ela mexeu a cabeça”, lembra Débora. Quando foi resgatada, a bebê estava com um pedaço de fralda descartável na boca.

Faminta e desidratada, o bebê quase comeu a gaze usada pela equipe do Corpo de Bombeiros para os primeiros socorros. No momento do resgate, ela tinha quatro pedaços de fralda com o gel presos à boca. Por sorte, não engoliu o material. “Caso contrário, ela teria engasgado. Demos o soro para ela dentro da viatura. Ela tomou com voracidade”, detalha o sargento do Corpo de Bombeiros Nelson Antonio Carmo Araújo, 48 anos. Quando entrou na residência, ele não acreditava que encontraria alguém com vida. “Eu coloquei uma máscara e percorri a casa com a lanterna. O quarto era o último cômodo da casa. Joguei a luz e vi um corpo em avançado estado de decomposição na cama. Continuei procurando e joguei a luz na bebê. Nesse momento, ela olhou para mim e piscou. Percebi que estava viva”, lembra o militar.

Atendimento

Em 23 anos de serviço, o sargento nunca viu um caso como esse. Segundo ele, não é comum que crianças, ainda mais nesta idade, sobrevivam a tanto tempo sem comida. “A equipe ficou muito surpresa.” Nikolly foi levada ao Hospital Regional do Paranoá, com quadro de desidratação. “Ela estava muito amarela, com os olhos fundos e a barriga bem funda”, descreve Araújo. Lá, ficou internada um dia, para tratar a hidratação e fazer exames.

Menos de 20 dias após ser resgatada, Nikolly está forte. “Ela adora pão. Quando vê alguém comendo, joga a chupeta longe”, conta Débora. Para ela, o fato de a filha se alimentar bem lhe deu reservas para enfrentar os quatro dias de inanição. “Não sei se ela estaria viva se não fosse boa para se alimentar”, afirma.

Após a perda da mãe, a rotina da jovem se alterou bastante. Ela deixou a casa e o emprego no Jardim Ingá e mora na casa da tia, Maria Neide Landim de Farias, 47 anos. “Já fiz um currículo e estou distribuindo aqui pelo Itapoã. Queria trabalhar em supermercado ou em padaria”, conta. Com o crescimento repentino da família, as contas apertaram. “Agora, somos em 10 pessoas. O meu pai e o meu irmão trabalham, mas a renda só dá para o básico”, revela Magda Landim de Farias, 28 anos, prima de Débora.
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Por: Ivan Filmagem
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