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Record traz vídeo inédito da noite em que agente morreu; suspeito estaria bêbado

A reportagem da semana do programa 'Domingo Espetacular', da Record TV, neste domingo (29), chamou a atenção do país para o risco da impunidade no caso do atropelamento e morte do agente de trânsito Diogo Nascimento de Souza, durante uma blitz da Operação Lei Seca, no Bessa, em João Pessoa, na madrugada do sábado (21). O motorista suspeito é Rodolpho Gonçalves Carlos da Silva, 24 anos, neto do empresário, ex-senador e ex-vice-governador José Carlos da Silva Júnior. A reportagem exibida durou mais de 12 minutos e revelou detalhes exclusivos da noite em que o agente foi atropelado ao tentar abordar o estudante que, segundo as testemunhas, dirigia um Porsche, carro de luxo avaliado em mais de R$ 500 mil. Assista abaixo.

A matéria especial trouxe imagens exclusivas que mostram o momento exato do atropelamento do agente de trânsito. Dá para ver que o carro diminui a velocidade, passa por um primeiro agente de trânsito e acelera em seguida, atingindo em cheio Diogo, que cai na pista de bruços, sem esboçar qualquer movimento. Em seguida, os colegas da blitz correm para socorrê-lo.

O 'Domingo Espetacular' revelou que, antes de passar pela blitz, o estudante teria ido com uma mulher a um restaurante de luxo de João Pessoa. Na nota fiscal fornecida pelo estabelecimento às investigações da Polícia Civil, o maior consumo foi de bebida alcoólica. Foram pagas doses de gim, caipirinhas, vinho e o uísque. A conta paga pelo cliente ficou em mais de R$ 500.

O agente de trânsito Robério Inaldo foi o primeiro a dar o sinal para que o motorista do Porsche parasse para ser abordado na blitz. "Eu afastei um pouco e como ele não parava eu abri. Aí ele passou. Lento, mas passou. Foi quando ele, infelizmente, acelerou. Diogo ficou acenando e inexplicavelmente, ele fez o que fez", descreveu.

Os agentes confirmaram que Rodolpho não estava sozinho e estaria acompanhado de uma mulher, que seguia no banco de passageiro. A reportagem mostrou imagens de outra câmara de segurança, um pouco antes de blitz, que mostram que o motorista não conduzia o carro em alta velocidade, até se aproximar, atropelar e matar o agente de trânsito Diogo.

Em depoimento à Polícia Civil, uma testemunha disse que o veículo estava em baixa velocidade e que o condutor não obedeceu à ordem de parada e acelerou o carro, atingindo a vítima nas pernas, jogando-a contra o capô e contra o para-brisa.

Diogo Nascimento de Souza tinha 34 anos e era casado com Marcela Souza. "Eu quero deixar bem claro que não foi acidente. Diogo não teve a chance de se defender", disse. Ela contou que o casal planejava ter dois filhos. Para amenizar a dor, Marcela pede justiça. "Não posso nem chorar porque preciso ter forças para estar nas ruas, pedindo justiça, fazendo protesto, porque enquanto meu marido está enterrado tem um assassino solto", disse a viúva.

A reportagem questiona a concessão do habeas corpus em plena madrugada do sábado. O desembargador Joás de Brito Pereira Filho alegou que não existe causa a justificar o cerceamento do direito de locomoção. Para o delegado Reinaldo Nóbrega, da Polícia Civil, o que trouxe mais estranheza foi ter sido concedida a liminar. "Foi deferido o pedido do habeas corpus sem nem ouvir a autoridade policial, sem nem ver nenhuma peça da prisão temporária e nem o parecer do Ministério Público. A pergunta que se faz é: se fosse um José, um Francisco ou um Joaquim? Também teria essa decisão naquela hora?", estranhou o delegado.

Para Arthur Lins, agente de trânsito que também atuava na mesma blitz, o estudante atropelou Diogo porque quis. O agente Cristian Cavalcanti também desabafou. "A dor é muito mais forte agora, por saber que a pessoa que atropelou e matou o nosso amigo está solta e pode dar de frente conosco a qualquer momento", disse.

Pai do agente de Trânsito, Damião Souza também lamentou. "O pai dele está vendo o filho. Eu não posso ver mais o meu. Meu filho não merecia isso. É uma dor muito grande", disse emocionado.

A reportagem mostrou protestos e ouviu o presidente nacional da ONG 'Não foi Acidente', Nilton Gurman. Ele disse que a sociedade tem que se mobilizar para saber em que condições o habeas corpus foi concedido ao suspeito de ter matado o agente de trânsito. "Em quais condições ele assassinou um ser humano? E ter, claro, um amplo direito de defesa, porque a lei diz que todos são iguais perante a lei. A gente não pode aceitar que um seja mais igual do que os outros", afirmou.


Com: Portal Correio
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