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Servidores do RJ fazem protesto na orla de Copacabana na manhã deste domingo (05)

Servidores do Estado do Rio de Janeiro realizavam protesto, por volta das 11h deste domingo (5), em Copacabana, na Zona Sul da cidade, contra as medidas que o governo do Estado anunciou para combater a crise financeira, dentre elas o aumento da contribuição previdenciária dos servidores e a privatização da Cedae, que servirá como garantia para a aprovação da ajuda financeira que o Rio pede ao Governo Federal.


“Hoje nós estamos protestando contra qualquer tipo de privatização ou federalização desse bem público que é a Cedae. Estamos somando com o Musp em defesa do pacote de maldades que está assolando o servidor público", afirmou Sérgio Silveira Monteiro, operador de equipamentos da Cedae.


O Governo do Rio diz que a salvação da economia do estado depende da venda da Cedae, companhia de saneamento. É a condição imposta pelo governo federal para refinanciar a dívida.


“Essa negociação vai fazer com que os salários dos servidores voltem a ficar em dia. A gente vai ter uma postergação de dívida por parte da União, de 3 anos, isso em termos de valores, pra se ter uma ideia isso dá em torno de R$ 26 bilhões . Em 3 anos, então a Cedae é condição e vital pro acordo”, disse o secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa.

Ainda de acordo com o operador Sérgio Monteiro, na segunda (6) os servidores da Cedae vão fazer um novo ato. "Nós já estamos paralisando nossa categoria a partir da terça-feira. Na segunda, estaremos toda a categoria no Hemorio. Não estamos em greve. Estaremos fazendo doação de sangue para a campanha do Hemorio no carnaval. E assim evidenciando nossa bandeira de luta: água é vida, sangue é vida, disse."

Atualmente, o Rio não pode pegar mais dinheiro emprestado porque já estourou o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Com o acordo, o Governo Federal suspenderia o pagamento da dívida até 2020. Mas a venda da estatal ainda depende da autorização da Assembleia Legislativa (Alerj).

Na mensagem que enviou aos deputados, o governador Luiz Fernando Pezão diz que a venda é uma obrigação "irretratável e irrevogável" assumida com o governo federal.


O presidente da Alerj, Jorge Picciani, diz que não há dúvida sobre a aprovação da venda. "Vai ser aprovado com grande número de votos", declarou.

O Governo Federal deu um prazo de seis meses para que o estado defina como vai vender a Cedae.

Na educação, a crise também é gravíssima: a universidade do estado está praticamente parada. “As empresas terceirizadas não recebem desde agosto e aí já estão ameaçando cortar os serviços de limpeza, o serviço de recolhimento de lixo já foi cortado - a empresa já anunciou que vai cortar e a questão do restaurante universitário que não consegue funcionar porque não recebeu nenhum recurso”, explicou o sub-reitor de Pós-Graduação Egberto Gaspar de Moura.

As aulas na Uerj, incluindo o Colégio de Aplicação (CAp-Uerj), deveriam ter começado em dia 7 de janeiro. Mas, por causa do atraso dos salários e da falta de repasse de verbas o início do ano letivo, foi adiado várias vezes. A nova data era segunda-feira (6), mas foi novamente adiada para o dia 13 de fevereiro.

A única faculdade que ainda tinha aulas, a de Ciências Médicas, anunciou que paralisou todas as atividades na sexta (3).

Por Bruno Albernaz, G1 Rio
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