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Conheça vantagens e desvantagens do 'drywall', que promete baratear e acelerar construções

Para quem gosta de decoração e quer renovar o ambiente onde mora, o 'drywall' ('parede seca', em tradução livre) é uma ótima opção. Em tempos de crise, além de mais econômico, o sistema de construção a seco tem, entre suas vantagens, a versatilidade na manutenção, na mudança de layout e na estética. O Portal Correio conversou com um engenheiro e um arquiteto para saber os prós e contras do material. Acompanhe abaixo e comente no fim da matéria.

Sancas, tetos em curva, flutuantes ou recortados para iluminação embutida, mobiliários e detalhes decorativos: são inúmeras as possibilidades que o drywall oferece.

“Executar essas possibilidades com o drywall é muito mais fácil do que com o gesso convencional, pois o drywall não possui o risco de fissuras, trincas ou amarelamentos – o que é comum acontecer com as plaquetas de gesso”, explicou Omair Zorzi, gerente técnico da Knauf do Brasil – fabricante de drywall. “Além disso, as plaquetas de gesso fazem muita sujeira, o que não acontece com o drywall”, completa.

A diretora de Material e Tecnologia do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) de João Pessoa também defende a tecnologia. Juliana Mayer disse que o drywall atende às exigências da Norma Técnica Brasileira (NBR) de construção civil. “O material tem sido bastante viável nos últimos tempos, porque atende as exigências da norma de desempenho NBR 15575, com um excelente nível de isolamento acústico. É a solução ideal para obras rápidas e reformas, sendo bem versátil”.

Além de todas essas qualidades, o arquiteto paraibano Renato Queiroga afirmou que o material serve também como isolante térmico e acústico, mas revelou um detalhe que precisa ser colocado em prática para que funcione corretamente. “O drywall funciona também como isolante térmico e acústico. Basta utilizar o material corretamente, com isolante entre o gesso acartonado. Se colocar somente a estrutura com o gesso acartonado, sem o isolante termoacústico no meio, a alvenaria apresenta um melhor resultado”, admitiu.

Porém, ainda segundo o arquiteto, o drywall sai à frente da alvenaria em relação à limpeza e agilidade. “A alvenaria é um processo mais sujo, ele deixa a obra realmente suja. O drywall é mais limpo e mais rápido de executar, porque não precisa de reboco nem de assentar tijolo por tijolo. Ele é uma placa grande que você instala como uma montagem, rápido e prático. Ele é mais caro, mas se você quer algo mais urgente, ele vale a pena. Com a alvenaria demora mais”, explicou Renato.

O arquiteto afirmou que, na Capital, são poucos os profissionais que sabem trabalhar com o drywall. “Alguns trabalham com drywall, mas deixam a parede torta. Isso é um problema porque depois tem que rebocar a parede para deixá-la alinhada. Porém, se for bem aplicada, por uma empresa de credibilidade, ótimo”.

Dividir um ambiente para transformá-lo em um escritório ou em um quarto, com a chegada de um filho, por exemplo, se torna muito mais fácil e rápido com o drywall, completa Renato. “A instalação do drywall é ecologicamente mais correta, já que o tijolo, quando é feito, elimina gases tóxicos ao meio ambiente. Além disso, a instalação é vantajosa, porque pode alterar um ponto elétrico sem quebrar a parede, passando toda a fiação por dentro”, concluiu Renato.

O engenheiro Francisco de Assis Xavier conversou com o Portal Correio e, apesar de concordar com todas as qualidades, apresentou sua opinião negativa sobre o drywall. “O contra é que ele é um material que não pode ser aplicado em áreas molhadas e que não serve como elemento estrutural, sendo aplicado exclusivamente para uso de divisão de ambientes”.

Já para o arquiteto Renato, um ponto negativo do drywall é a fragilidade. “A alvenaria é mais forte. Se você der uma pancada no drywall, o risco de fissuras é maior”, disse.

Portal Correio
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