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Cantor do Parangolé, Tony Salles, é internado na BA com malária após show na África

O cantor Tony Salles, da banda Parangolé, está com malária. Ele está internado no Hospital Aliança, em Salvador, desde a segunda-feira (10), conforme informações passadas pela assessoria de imprensa do grupo nesta quarta-feira (12). O artista é marido da ex-dançarina Scheila Carvalho.

Um relatório médico divulgado pela assessoria do grupo informa que o paciente fez viagem recente para a Guiné e, três dias antes da internação, evoluiu com febre alta e dor de cabeça. O quadro de Tony Salles, que tem 36 anos, é estável. Não há previsão de alta.
O cantor faz tratamento com medicações e é acompanhado por um infectologista. Conforme a assessoria do Parangolé, o artista fez um show na África, com o grupo, no dia 25 de junho.
Por conta da doença, a agenda de shows do grupo Parangolé prevista para o próximo fim de semana foi cancelada. O grupo tinha apresentações marcadas nas cidades mineiras de Santa Maria do Suaçui, no sábado (15), e em Pedra Azul, no domingo (16).

Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o filipino já estava doente quando desembarcou na capital. Após o diagnóstico da malária, foi feita uma vistoria no navio, por uma equipe da Angência Nacional Nacional de Vigilâncoa Sanitária (Anvisa) e não foram encontrados indícios de outros casos da doença na embarcação. O navio foi liberado para seguir viagem após a inspeção, realizada no dia 6 de julho.

Casos na Bahia
Este ano, foram notificados 8 casos de malária na Bahia e um confirmado, segundo a Secretaria da Saúde do Estado. As suspeita confirmada ocorreu em Vitória da Conquista, onde a pessoa infectada contraiu a doença na região amazônica. Os outros casos notificados ocorreram em Cruz das Alma (1), Itabela (1), Maracás (1) e Eunápolis (3). Em 2016, foram 41 notificações com 17 casos confirmados.

Em nota enviada ao G1 nesta quarta-feira, a Sesab informou que a situação da malária na Bahia está controlada. No entanto, conforme a secretaria, o estado deve permanecer sempre em alerta devido ao fluxo constante de indivíduos doentes ou infectados procedentes de áreas endêmicas, seja de outros estados, como os da região amazônica, ou de outros países, principalmente do continente africano.

A Sesab informou que o estado possui alto risco de transmissão da doença por conta da densidade vetorial elevada e dispersão dos potenciais vetores da malária em 397 (95,2%) municípios, que são considerados vulneráveis. Conforme a secretaria, nos últimos dez anos foram notificados 572 casos de malária na Bahia, com 220 casos confirmados, o que representa 38,5% das notificações no período.


Doença
A malária é uma doença infecciosa que provoca febre aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A doença apresenta cura se for tratada em tempo e da forma adequada.

A maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), área endêmica para a doença. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa uma letalidade mais elevada que na região endêmica.

Com: G1
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