Notícias:
latest

728x90

468x60

Reportagem especial: conheça a história do pai que decidiu virar padre, na PB

Lucas e Antônio compartilham da fé e da religião
"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. A passagem bíblica retirada do livro de João, capítulo 3, versículo 16, revela Deus como pai, que por amor incondicional a seus filhos terrenos, entrega seu Filho Unigênito para ser morto. E assim como Ele amou os seus filhos, Antônio Vicente, de 45 anos, também foi chamado a amar um fruto do ventre de sua esposa. Mas a viuvez despertou em seu coração uma vocação da juventude: ser sacerdote católico. Comente no fim da matéria.

Antônio Vicente Pereira é aparentemente um homem comum. Funcionário público da Assembleia Legislativa da Paraíba, pai de um filho de 18 anos e que leva uma vida pacata. Mas o que o leitor não imagina é que por trás dessa história de fé, existe também uma de superação. A esposa de Antônio, grávida de sua filha, faleceu em um trágico acidente de carro em 2002. Ficaram o filho Lucas Vinícius e uma vocação suscitada na juventude.

“Eu tive um 'encontro pessoal' com Jesus Cristo no ano de 1989. Logo após, comecei a participar de um grupo jovem e na festa de Pentecostes conheci minha esposa, Isabel Cristina. Durante o namoro, senti forte o chamado ao sacerdócio, mas tinha a certeza de que Isabel foi um presente de Deus na minha vida. Com a viuvez, brotou o chamado da juventude para o sacerdócio. Anos após, fui apresentado por um padre ao Arcebispo, quem me encaminhou para o Seminário”, relata Antônio.

Mas como conciliar os estudos no Seminário Arquidiocesano, que Antônio precisa estagiar na Paróquia de Cruz do Espírito Santo, com o trabalho na Assembleia e ainda, a paternidade? Lucas Vinícius, de 18 anos, explica.

“Desde sempre a minha relação com o meu pai foi e é uma relação de extrema amizade e companheirismo, em que todos os momentos juntos são pautados de muita transparência e fidelidade. Nós passamos de segunda a quinta juntos, pois o ex-Arcebispo Dom Aldo disse para ele ficar trabalhando e passar esses dias comigo e só viajar nas sextas para estagiar como seminarista. Eu e meu pai gostamos muito de ir ao cinema , lanchar e à praia juntos”, constata Lucas.

O jovem ainda revela que, de início, não aceitou muito bem a ideia de que o pai seria padre. Mas que o amadurecimento na fé católica o levou a entender o chamado de Antônio.

“Eu não me lembro bem como foi o seu processo de discernimento, pois eu era muito novo na época, mas lembro-me de que quando ele me disse que queria ser padre eu fiquei muito triste, devido ao fato de pensar que iria perdê-lo, mas não foi isso que aconteceu. De início eu não tinha a dimensão do que é belíssima vocação que ele optou, porque eu era muito novo. Porém, depois de um tempo, assim como hoje, eu o apoiei, apoio e sempre irei apoiar, porque sei que é um chamado de Deus, e não apenas uma escolha dele”, relata.

Antônio revela que a vocação sacerdotal contribui para a criação do filho. Os ensinamentos de Jesus Cristo não só evangelizam, mas ajudam a formar o caráter de Lucas.

“A minha vocação me ajuda a vislumbrar a paternidade espiritual que, se Deus quiser, exercerei na vida dos filhos de Deus. Quando há algum desentendimento buscamos exercitar o diálogo, amor e o perdão. Conversamos sobre todos os assuntos que nos ajudam a crescer como cristãos. Até os seus quatro anos de idade, Lucas pôde contar com a presença da mãe e do pai o conduzindo para a Igreja. Com a viuvez, dei continuidade a essa missão de conduzi-lo à Casa de Deus. Além de toda formação humana, intelectual e moral, meu filho sempre teve uma formação religiosa”, destacou Antônio.

Agora chegou o momento de tanto o leitor, quanto os personagens desta matéria serem presenteados com uma bela homenagem. Em segredo, Lucas e Antônio escreveram o que um representa para o outro. Fé, companheirismo e, principalmente, o amor são mais do que presentes nas lindas declarações.


Com: Portal Correio
« Voltar
Próximo »