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Falta de verba pode fechar túneis da BR-101 no Rio grande do Sul

Os motoristas gaúchos correm o risco de ter estendido em 11 quilômetros o trajeto até as praias do Litoral Norte a partir de dezembro. Isso porque a falta de verba para manutenção pode provocar o fechamento dos dois túneis da BR-101, em Morro Alto. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) só garante a manutenção no local, com os atuais recursos disponíveis, até o final deste ano. Mensalmente, o departamento gasta cerca de R$ 500 mil para manter o 1,8 quilômetro de extensão dos dois túneis - o valor pode variar, dependendo do consumo de energia elétrica. Para que ambas as passagens estejam em pleno funcionamento, os trechos são monitorados 24 horas por dia por cerca de 30 funcionários e técnicos, além de câmeras de segurança. Caso o Ministério do Planejamento não libere um aporte extra de recursos para que o órgão possa manter os túneis, as duas passagens, localizadas em Maquiné, serão fechadas para o tráfego. O Dnit explica que a alternativa aos motoristas será utilizar a rodovia antiga, pela volta do Morro Alto, em pista simples. Os túneis foram inaugurados em 22 de dezembro de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte da duplicação da BR-101 Sul, entre Osório e Palhoça (SC). Na parte gaúcha, as obras de duplicação contemplaram 89 quilômetros, entre Osório e Torres. Federasul critica bancada gaúcha por não priorizar a BR-116 A Federação das Entidades Empresariais (Federasul) lamentou ontem a decisão da bancada federal gaúcha em não priorizar, nas suas emendas, a duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas. Em nota, a instituição afirma que, "não bastassem as dificuldades de escoamento da safra pela falta de dragagem no canal do porto do Rio Grande, agora, as esperanças de avanço nas obras de duplicação da BR-116 vão se esvaindo". A nota, assinada pela presidente, Simone Leite, cita as carretas abarrotadas de grãos transitando amontoadas em uma BR-116 em obras e lembra dos acidentes que não deveriam ter acontecido se a BR-116 estivesse duplicada. "Famílias que teriam sido preservadas, pessoas em idade produtiva que se tornam dependentes do Estado, trata-se, antes de tudo, de uma questão humanitária, mas se isto, por si só, não fosse suficiente para aflorar nossa sensibilidade, sobram argumentos sociais e econômicos em um Estado com o nosso percentual de desempregados", enfatiza o texto. A Federasul salienta do número de empresas que precisam abandonar o Rio Grande e encerra lembrando que o descaso do Estado deixa outros estados e portos atrativos para produtos e empresas gaúchos: "Não temos mais dúvidas de que não se trata apenas de falta de recursos, mas de vontade política para enfrentar o problema e evitar mais prejuízos aos bolsos privados"

Jornal do Comércio 
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