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Estudante surdo viaja 50 quilômetros para ter ensino com intérprete no RN

O jovem Thawan Xavier de 17 anos é estudante do primeiro ano do ensino médio em Lagoa Salgada, município da região Agreste potiguar. Por ser surdo, o rapaz é prejudicado na escola por não ter intérprete de Libras disponível para lhe auxiliar. Com isso, Thawan tem que viajar 50 quilômetros para poder ter um ensino eficaz, no Centro de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS) em Natal.

A equipe da Inter TV Cabugi tentou entrar em contato com a Secretaria de Educação de Lagoa Salgada, para saber o motivo da falta de intérprete na escola em que Thawan estuda, mas as ligações não foram atendidas.

De acordo com a mãe do estudante, Alvani Xavier, o filho não consegue obter um bom desempenho escolar por ser o único aluno surdo em uma turma com média de 30 alunos. "Quando ele me mostra a avaliação com zero, é muito triste", disse ela, que preocupada com a situação, pediu ajuda ao CAS, onde Thawan e outros estudantes têm aulas de língua portuguesa escrita e a língua brasileira de sinais (Libras).

Porém, quando volta a escola em Lagoa Salgada, Thawan retorna as dificuldades de aprendizado. O professor de Libras Márcio Assis, traduziu o que o jovem sente ao retornar a escola. Thawan se sente mal por não haver parceria entre os colegas de sala de aula. "Só alguns amigos tentam falar comigo", disse ele.

As dificuldades de pessoas na mesma situação que Thawan foi evidenciada para milhares de brasileiros no último domingo (5), através da redação do Enem 2017, que teve como tema os "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil".

No Rio Grande do Norte, 44 surdos cursam graduação no campus Natal da UFRN. Porém, todos eles são do curso Letras/Libras. Para a coordenadora do curso, Lara Oliveira, isso é um ganho, mas é preciso ampliar a estrutura da universidade para que os surdos possam ingressar nas diversas áreas do conhecimento oferecidos pela instituição.

Mas o ingresso desses estudantes requer um vestibular diferenciado. Porém, a verba de custeio do MEC para esse processo seletivo acaba em 2017, e o vice-diretor do Centro de Ciências, Letras e Artes da UFRN, Sabastião Faustino, demonstra preocupação com a situação, e espera que ocorra um reversão do processo, para que ocorra melhorias no orçamento em 2018.


Com: G1-RN
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