Casal vende água para atingir orçamento de casamento

Tudo começou com umas visitas pelas redes sociais. Solteiros, com histórico de decepções amorosas e alguns amigos em comum, o professor de educação física Eduardo Rodrigues e a nutricionista Lauane Teotônio resolveram dar mais uma chance ao amor.

Um mora no litoral paraibano, e o outro no Agreste. Com a distância, a saída foi conversar por mensagens instantâneas, e depois tentar mais um recurso. “Foi amor ao primeiro vídeo”, conta Eduardo ao Portal MaisPB. Desde julho de 2017, o casal conversa pelo menos 2h30 por vídeo todos os dias.

Com mais de 100 km que os separam, Eduardo e Lauane querem estar mais perto um do outro além dos finais de semana. Em dezembro do ano passado eles noivaram, e de lá para cá, se esforçam para juntar o dinheiro para a festa de casamento que vai acontecer um ano depois, também no mês de dezembro.

Com os altos cultos de uma festa e a festa se aproximando, a mãe de Lauane deu uma ideia que facilitou o orçamento dos noivos. “Por que vocês não vendem água mineral?”, questionou.

Com cartazes, camisas confeccionadas e caixas térmicas, Eduardo e Lauane vendem água aos sábados e domingos em Campina Grande. Aos sábados na Rua Vila Nova da Rainha e aos domingos no Açude Velho, próximo a uma madeireira.

Quem colabora e compra ainda recebe um cartãozinho indicando a conta do casal nas redes sociais, criada para mostrar os bastidores desta campanha em prol do casório.

E já teve gente que se sensibilizou e resolveu ajudar na conquista deste sonho. Um fotógrafo os viu vendendo água e se ofereceu para fazer um ensaio pré-casamento e tirar as fotos do grande dia. Eles também ganharam as filmagens, a decoração da cerimônia e o dia da noiva.

Mas nem tudo são flores. Além da contagem regressiva, os altos custos e um orçamento apertado, Eduardo conta que algumas pessoas tentam desmotivá-los. “Quando estamos vendendo água, muita gente nos manda ir trabalhar. Outras dizem que casar é dor de cabeça”.

O orçamento para a festa é de R$ 12 mil reais. Ainda falta o Buffet, a roupa dos noivos, bem-casados e a lua-de-mel. Faltando cinco meses para o ‘sim’, além de vender águas, a estratégia adotada pelo casal é a oração. “Toda noite rezamos juntos e as coisas têm acontecido. Eu espero que até dezembro, a gente consiga tudo”, conta o noivo.

Para ajudar com os custos, o casal criou uma ‘vaquinha’ virtual, onde também tenta arrecadar dinheiro para realizar o sonho.




Caroline Queiroz – MaisPB

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