ARARUNA

Nomofobia, um mal tecnológico

Nomofobia (Foto: Reprodução Internet)
Sem sombras de dúvidas, o celular tem sido um meio de comunicação necessário em toda as áreas da sociedade.
A junção oferecida pelo mesmo, em funções que facilitam a vida das pessoas no dia a dia como: Aplicativos de restaurantes, de bancos, de lojas, fonte de pesquisas, etc., tornou o objeto algo popular e necessário.
Mas, um grande problema causado pelo uso inadequado do celular, tem sido o acréscimo de pessoas procurando tratamentos psicológicos e atendimento psiquiátricos. É o que afirma a psicóloga Ana Paula Solano.

Descrita como uma fobia, causada pela dependência do uso das tecnologias, a nomofobia tem se tornado um grande problema para os psicólogos do século XXI.
A dita ‘era digital’ vem trazendo ao longo dos anos, uma geração conectada, e segundo a profissional, uma geração frágil, uma geração que perdeu o controle em relação ao uso do celular. Desenvolvendo o problema psicológico chamado nomofobia.
Pessoas não tem mais o controle perante o celular, ao invés de controlarem o objeto, tem sido justamente o contrário, o pequeno objeto tem controlado as pessoas. Eles não conseguem se ver sem o celular. Estão toda hora conectados nas redes sociais, conversando sempre com alguém, vendo vídeos, séries ou até mesmo jogando.

Drª Ana Paula descreve que o celular passa a ser uma extensão do nosso braço, pois quando as pessoas que sofrem desse mal, sentem falta dele em sua mão, entram em desespero.
Os problemas acarretados pelo vício do celular são perceptíveis através das alterações no humor, em ataques de ansiedades, inclusive com falta de ar, mãos e pés gelados, chegando até ter a sensação de morte, pelo simples fato do celular não está por perto.


Um dos maiores problemas causados pelo vício do celular, tem sido na hora de dormir, pois é o momento que grande parte das pessoas param pra ver as redes sociais, pra colocar as conversas em dias com amigos e familiares, entre outras atividades.
Segundo a psicóloga, a luz emitida da tela do celular, faz com que o cérebro do usuário fique conectado. Quando a pessoa decide no meio da noite desligar o celular para dormir, é que são manifestos os problemas acarretados pelo uso exacerbado, pois o celular foi desligado, mas o cérebro continua conectado, causando a insônia, um mal conhecido por muita gente.

A profissional explica que, pra o cérebro se acalmar, ficar tranquilo, ou seja conseguir ‘desconectar’, é necessário desligar o celular no mínimo duas horas antes de dormir.
Ana Paula explica que a depressão, outro grande mal, e esse considerado como o ‘mal do século’, também tem sido causado pelo desiquilíbrio no uso das redes sociais.

Pessoas vivem postando fotos sobre sua vida pessoal, viagens, compras, relacionamentos entre outras atividades, e outras passam a comparar com a sua vida, e associam que não conseguem nada daquilo que a outra postou, desencadeando nelas a depressão.
Segundo a especialista, muitas dessas vidas demonstradas nas redes sociais, nem são verídicas, que é um outro problema citado por ela. A necessidade de aparecer, de chamar a atenção, tanto de quem está postando, como de quem está visualizando.

Drª Ana Paula Solano psicóloga (Foto: Aécio de Oliveira)

O celular provoca um sentimento nas pessoas muito mais preocupante do que imaginamos, a solidão.

“Você se tranca no seu quarto, está conectado com o mundo, você conversa com diversas pessoas, e ao mesmo tempo você está absolutamente sozinho” É o que afirma Ana Paula.

A depressão, o transtorno do pânico, a ansiedade, tudo isso causado por hábitos errôneos no uso do celular.
Durante toda a conversa com a profissional, ela demonstrou preocupação em um aspecto: “Como será a geração que está chegando de agora por diante?”. Os profissionais da área da psicologia, têm percebido um acréscimo fora do normal de pacientes nas clínicas, por causa de transtornos causados pela maneira errônea de usar o celular. Ana Paula trata essa geração, como uma geração líquida.

“É uma geração que não consegue enfrentar as adversidades da vida. O primeiro problema que se tem, começa se desencadear uma ansiedade...” disse ela.

Segundo Drª Ana Paula, ela tem recebido no seu local de trabalho, para atendimentos, um número muito elevado de pessoas de todas as faixas etária, que estão sofrendo de males do tipo: depressão e ansiedade, mas o número maior tem sido o de adolescentes.
Ela, diz que o celular é a cocaína cibernética. Pois, o celular está tendo efeitos semelhantes como o de uma droga, pois muitos dos seus usuários, estão inclusive perdendo a vida.

Os males acarretados pelo uso exagerado do telefone móvel, tem sido responsável inclusive pelo baixo rendimento no trabalho e nos estudos dos seus usuários.
É muito comum encontrar em empresas ou em escolas, pessoas e alunos que rendiam muito bem, caírem em sua produção diária de atividades, devido está conectada com o celular, sem nenhuma pausa.
Questionada, como os profissionais da área da psicologia estavam se preparando para receber os pacientes que estão chegando, e que a tendência e se multiplicar, em tais situações, a resposta obtida foi que, é preocupante demais, e que o profissional da psicologia, tem que está muito, mas muito bem preparado, pra receber esses casos, pois são casos preocupantes, e a psicologia é um processo, e não opera milagres. E uma das atividades indicadas pela profissional para abordar esses casos, é a terapia comportamental.

A profissional deixa claro que, para os tratamentos psicológicos ou psiquiátricos surtam efeitos, é necessário a pessoa reconhecer que precisa de ajuda. Ela esclarece que, é preciso entender que, aquele comportamento está fugindo do seu controle, e o profissional é quem vai dizer, quais tratamentos ou acompanhamentos são realmente necessários.
Também é importante que familiares e amigos percebam mudanças de comportamentos nas pessoas que estão sofrendo com sintomas da nomofobia, pois eles mudam de forma radical, ficam mais caladas, não tendo mais a rotina que tinha antes, e é preciso que as pessoas deem importância a tais mudanças, pois uma das tendências desse transtorno, é que a pessoa chegue a tirar a sua própria vida, pois nada começa mais fazer sentido na vida desse indivíduo.

A psicóloga deixou algumas dicas para que as pessoas comecem a perceber se estão ou não dependentes do celular.
Não conseguir dormir direito, a hipótese de o celular descarregar ou está longe do celular lhe preocupa, coisas que você ver no celular lhe faz mal. Por fim, a profissional diz que “nós” ainda não fomos, e nem estamos preparados para a ‘era digital’, pois em sua visão, a tecnologia está avançando, mas o ser humano não.


Com: aeciotacima.blogspot.com

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